Virou um borrão e ainda nem é fim de semestre | Resumão de abril e maio
16 junhoMais um resumão em formato leia um leve dois. Não gosto muito dessa dinâmica, faz um ano que dedico um tempo para refletir sobre o meu mês e...
Mais um resumão em formato leia um leve dois. Não gosto muito dessa dinâmica, faz um ano que dedico um tempo para refletir sobre o meu mês e processar ele enquanto escrevo, de repente não tenho mais tanto tempo e as coisas atribuladas precisam ser devidamente processadas para não somatizar em noites mal dormidas e momentos recorrentes de ansiedade. Tenho sentido falta de ter um tempo para abstrair, minhas linhas e agulhas de crochê estão abandonadas no fundo de uma gaveta, meus livros estão me vigiando enquanto leio artigos, dissertações e teses. Anotei ideias de vídeos e conteúdos para as redes sociais mas não tive tempo de gravar nada, nem editar o que já tenho gravado (sim, as vezes eu posto coisas lá. Inclusive, o que publico aqui não vai para as redes, e o que publico nas redes não vem pra cá, são mundos diferentes). Me peguei rabiscando coisas em um velho diário, nem triste, nem feliz. Me pergunto se deveria estar sentindo mais, se deveria estar mais ansiosa e preocupada com os prazos, ou mais feliz e satisfeita por estar dando conta de tudo que me propus a fazer. Acho que esse estranhamento seja eu pela primeira vez conseguindo equilibrar as coisas, viver um dia de cada vez e estar cada dia mais confortável com o que eu faço.
Nesses dois meses muitas emoções foram vividas! Fui para a Bienal do Livro Bahia , comprei um monte de livros novos, visitei o Instituto Geográfico da Bahia para dar uma olhada no acervo de jornais do século 19 para a minha pesquisa, infelizmente não dei conta de olhar tudo, e tudo que vi não tinha nada sobre o tema que estava buscando. Mas a ida foi interessante por conhecer o espaço e dar uma risada gostosa com uma história do exterior, é definitivamente o tipo de romance de época que gostaria de ler.
A coisa que me consumiu esses meses foram os estudos, a especialização está na reta final! Agora só preciso fazer o TCC e defender, infelizmente (ou felizmente já que agora seria um caos) essa parte foi adiada pela instituição. Em contrapartida o mestrado está indo a todo vapor e finalmente iniciei a escrita da dissertação. Volta e meia estou nos stories do Instagram mostrando algum perrengue ou avanços. A carga horária das disciplinas estão finalmente acabando e tudo que eu quero é ter tempo exclusivo para me dedicar ao texto. Parte da empolgação é pura curiosidade, antes eu me sentia muito insegura com o fazer pesquisa, tinha medo de não ter resultado. Hoje em dia é só curiosidade e a certeza de que algo vai aparecer, ou a ausência será uma resposta.
Como já nem lembro de tanta coisa para escrever nesse resumão, decidi revisitar minha cápsula sonora no Spotify. Em abril ouvi 1.436 minutos, sendo Malice Mizer da Shopee (da shopee pois não é um perfil oficial) o artista mais ouvido e a música Mayonaka ni kawashita yakusoku a mais tocada. Aqui é até tópico sensível pois de uns anos pra cá eu estou meio obcecada por essa banda japonesa que acabou nos anos 2000 e desde então aparentemente a missão dos integrantes é fazer a banda virar lost mídia (aqui sou eu fazendo birra, a real é que eles só querem permanecer em mídias físicas e foda-se que eu preciso de um cd importado caríssimo e um cd player).
Em seguida temos RBD e desde que comecei a assistir a novela simplesmente lembrei como as músicas eram boas e agora virou meu companheiro de escrita junto com Malice Mizer e uma seleção maravilhosa de City Pop que estou montando.
Em maio foram 2.250 minutos e basicamente a mesma repetição de playlists com adicional de Lana del Rey e Ghost. As vezes dou uma risada boa na sessão onde o Spotify faz "Uma combinação tão especial quanto você" e com minha leve obsessão junina chegando, a combinação de maio foi meio... exótica:































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