Considerações sobre a Bienal do Livro Bahia 2026 e novas aquisições
27 abrilEntre os dias 15 e 21 de abril tivemos a bienal da Bahia em Salvador, sendo essa a minha terceira edição consecutiva e definitivamente preci...
Entre os dias 15 e 21 de abril tivemos a bienal da Bahia em Salvador, sendo essa a minha terceira edição consecutiva e definitivamente precisamos conversar sobre esse evento. Acredito que como ponto central, é importante lembrar que o evento ressurge na capital baiana em 2024, antes disso passamos por um hiato de 11 anos sem bienal do livro, em partes devido ao fechamento do antigo centro de convenções e a falta de locais aptos para abrigar o evento. Essa lacuna me faz ver as edições de 2024 e 2026 como um recomeço com experimentações e um caminho de consolidação do evento junto ao público e empresários do mercado editorial.
Se existia alguma dúvida sobre não termos uma demanda para esse tipo de evento, a bienal de 2025 conseguiu mostrar o contrário, e que ainda somos uma cidade que respira literatura e se mantem viva para além dos nomes clássicos que lembramos com um certo orgulho. Foi uma experiência boa observar os diversos interesses e o ânimo geral de total empolgação devido aos livros, com as visitações de alunos da rede pública de ensino e a busca curiosa por livros e mangás me deu até um quentinho no coração. Ver crianças escolhendo histórias e comparando sinopses, tendo a disposição os famosos livros de colorir mas escolhendo narrativas que iriam garantir uma boa dose de imaginação e expansão de consciência de si e do mundo.
Comparando com a edição anterior, esse ano tivemos o mesmo espaço físico (duas alas no centro de convenções) mas uma maior diversidade de estandes com editoras que apostaram no evento, além de estandes locais como a Livraria LDM. A programação com debates e rodas de conversa estavam incríveis, a curadoria de convidados estava excelente. Outro ponto alto para mim foi o estande da Editora Mostarda que conheci nessa bienal graças a uma amiga (obrigada Inaiara pelas recomendações e companhia), além de uma seleção de livros infantis sensacional, encontrei quadrinhos nacionais que é uma das minhas metas literárias para esse ano.
Como nem tudo são flores, e voltando para a lógica de ainda ser um evento meio experimental, existem alguns pontos que precisam de atenção e questionamento para as próximas edições. Inevitavelmente o público compara a nossa bienal com as demais existentes no país, principalmente as edições de São Paulo e Rio de Janeiro. Um dos pontos de maior comparação são os preços e promoções, apesar do maior número de expositores, os preços estavam muito acima da média e com poucas promoções. Até houveram algumas ativações para brindes mas ainda assim poucas para atender a demanda local. Os valores na praça de alimentação também foram alvos de muitas queixas, assim como a falta de seguranças dentro do evento resultando em um caso de furto no final de semana e a falta de organização da fila ou distribuição de senha para os debates no auditório chamados de "cafés literários". Existem questões a serem analisadas, principalmente sobre como tornar o evento mais acessível já que estamos falando de acesso a cultura e educação, mas não deixo de ter esperança em futuras edições e o crescimento do evento em Salvador.
E eu que fui querendo ser muito consciente não só financeiramente, mas do fato de que tenho muitos livros não lidos, sonhei que compraria apenas o que faz sentido com meus desafios literários e voltei para casa com coisas a mais. No estande da Promo livros comprei Magia das marés, Céus misteriosos e Os maridos por R$50,00. No estande da Qualis comprei Estrada dos refúgios por R$50,00 e acabei encontrando a autora no local adicionando mais um livro autografado para a coleção.
Dando uma olhada nos mangás, acabei encontrando Pink Heart Jam mas estava totalmente superfaturado. Sempre vi a Priih do blog Infinitas vidas recomendando muito esse mangá e a curiosidade foi crescendo até finalmente fazer essa aquisição. Teoricamente não é uma compra da bienal já que fiz fora dela, mas fato é que comprei por menos de R$30,00 cada volume. Para a meta de conhecer ao menos três quadrinhos nacionais comprei Uzuri: a guerreira de ketu do autor Marcos Cajé na Editora Mostarda por R$50,00. Fui presenteada com o livro Mensagens de amor futuro para o desafio Lendo a Bahia . Ainda consegui autógrafo no meu exemplar de Sangue raro!
Nessa edição eu percebi que a graça de uma bienal do livro está na coletividade e nas trocas que acontecem entorno dos livros. É sobre parar por quase duas horas em um estande e conversar com o pessoal, buscar por recomendações e receber algum comentário sobre o livro de uma leitora aleatória que viu você demonstrar interesse só em tocar na capa. É estar na companhia dos velhos amigos e perceber que a amizade também é conectada por essas trocas, além de ficar sem entender o porquê de tanta gente com patinhos na cabeça. Acabei gravando um mini vlog de um dia na bienal comigo e você pode assistir tanto no Instagram quanto no TikTok .



























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