Almas Gêmeas | Resenha

Mais uma resenha aqui no blog livre de spoilers como sempre. Dessa vez nossa publicação é uma parceria com a autora Sônia Gibaldi que...



Mais uma resenha aqui no blog livre de spoilers como sempre. Dessa vez nossa publicação é uma parceria com a autora Sônia Gibaldi que carinhosamente enviou não só um exemplar para mim, além de outros três exemplares para um sorteio no instagram @garotado330 que ocorreu em novembro de 2019. Se você quiser participar dos próximos sorteios e ficar por dentro das minhas leituras atuais antes de sair a resenha aqui no blog, aconselho que siga o instagram, eu juro que sou legal em vídeo também. No mais, vamos para a resenha desse livro que foi meu segundo lido do ano, e me deixou bastante contente, ao ponto de render o livro no finzinho da história por não estar pronta para me despedir, mal eu sabia que não era uma despedida.

                       Sinopse    

Magias, paixões, aventuras urbanas e na selva africana, carnaval veneziano, encontros e desencontros ... São recortes do que permeia a saga das almas gêmeas, Breeze e Marco. Em busca da realização de seus sonhos de felicidade, eles e os demais personagens vivem uma história rica de percalços incríveis que nos trazem conhecimentos novos e provocam nossas emoções, levando-nos a repensar nossas atitudes diante da multiplicidade de situações cotidianas, crenças e culturas que fazem parte da vida do ser humano neste nosso mundo terreno. 



                       Comentários    

Acredito que a primeira coisa a ser mencionada é que Almas Gêmeas não é um volume único, a continuação ainda está sendo escrita e eu fiquei bastante ansiosa para ler a continuação, principalmente por que o primeiro volume acaba com muitas pontas soltas, o que me faz pensar em como os personagens envolvidos na trama principal voltarão para organizar o que ficou pendente. Lembro de ter começado a leitura curiosa com duas coisas, a primeira era ler como uma história conseguiria se passar em tantos lugares, e devo dizer que fui surpreendida de forma positiva, eu amei muito a forma com que a autora conseguiu construir a história com essa diversidade cultural. O segundo ponto que levantou a minha curiosidade foi como a religiosidade seria abordada no livro, e como tudo isso ficaria dentro do enredo.

Essa parte não fica exatamente exposta além do nome do livro e a palavra "crenças" na sinopse, nas primeiras páginas do livro você já é exposto ao início dessa jornada então não considero spoiler passar essa informação na resenha. Para o desenrolar da história da nossa personagem principal, Breeze precisa buscar por respostas dentro da espiritualidade para resolver questões do passado que seguem influenciando de forma negativa na sua vida. E talvez essa seja uma das coisas que eu mais amei no livro, a forma com que a autora aborda várias crenças, demonstrando conhecimento e estudo para a construção das situações que Breeze enfrentará, e como ela poderá encontrar ajuda. Talvez até aqui o livro tenha soado como algo próximo dos romances espíritas, mas eu me atrevo a dizer com toda a certeza do mundo que mesmo tendo questões de reencarnações como ponto principal, Almas Gêmeas corre de mãos dadas com a espiritualidade mas numa direção diferente do que vemos em livros espíritas.

Nesse livro, seremos levados ao misticismo, ao vodoo, ao candomblé e umbanda, crenças que não estão tão próximas do cristianismo, o que me deixou bastante interessada. Foge da nossa zona de conhecimento, faz expandir um horizonte de crenças e culturas que cotidianamente é difícil de encontrar, a menos que faça parte da sua vivencia, como é o meu caso. E com o pouco de conhecimento e vivencia dentro do candomblé eu percebi que a autora teve muito cuidado em estudar e conhecer a ritualística que envolve essa religião afro-brasileira. E ver esse assunto abordado em um livro nacional é animador, talvez um pouco suspeita para falar sobre a literatura nacional atual por estar amando ver autoras e autores valorizando nossa cultura e nossas crenças. Uma das coisas que eu mais gostei, na verdade eu admirei na Breeze foi a coragem de virar a vida de cabeça para baixo e enfrentar uma jornada de auto conhecimento em busca do que está destinado para cada um, no caso dela foi reencontrar sua alma gêmea.

Outra coisa maravilhosa que esse livro me trouxe foi reacender o ânimo para a leitura, por causa da universidade em sua cansativa reta final e o início da pandemia, eu fiquei desmotivada, não conseguia fazer nada, muito menos ler. A escrita fluida que o livro carrega me fez relembrar que os livros são a melhor companhia que eu poderia ter nesse momento. Ficou curioso para se aventurar com Brezee? O livro está disponível em forma do E-book da Amazon e você pode realizar a sua compra clicando aqui.

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