Como já dizia Lázaro "misericórdia Deus eu sou teu filho" | Resumão de junho

Fui uma criança que viveu parte da infância entre Pernambuco e Bahia, uma das poucas coisas em comum era por incrível que pareça, o Lázaro, ...

Fui uma criança que viveu parte da infância entre Pernambuco e Bahia, uma das poucas coisas em comum era por incrível que pareça, o Lázaro, ex vocalista do Olodum que ouvia nas ruas enquanto estava na Bahia, e o Lázaro pós Olodum com sua carreira evangélica tocando nas ruas de Pernambuco. Era engraçado quando as vizinhas estavam ouvindo o mesmo CD só que cada casa em uma música diferente formando uma cacofonia abençoada. Particularmente sempre fui mais a era Olodum, mas em tempos difíceis algum divertidamente faz brotar uma frase da música "Deus vai fazer" onde Irmão Lázaro canta "misericórdia Deus eu sou teu filho, eu sou teu filho". E apesar de só lembrar dessa parte da música, ela aparece como uma trilha sonora de momentos tragicômicos, e o engraçado é que eu nem acredito em Deus. Então acabo dando uma risadinha sabendo que não haverá misericórdia e tento resolver o que está me deixando aflita.

aqui é mix de Lázaro, música de anime
 e as melhores da Banda Calypso 24/7

No mês de junho houveram alguns momentos centrais onde essa trilha sonora me acompanhou por alguns minutos e ao longo do mês tive que enfrentar meus demônios: insegurança, baixa autoestima intelectual, fim de semestre e a profunda tristeza que atinge o canceriano antes do seu aniversário. O mestrado testou minha resiliência com o fim de semestre turbulento, e mais uma vez me encontro totalmente feliz pela sorte de uma orientação tranquila. Apenas no fim do mês a minha dissertação começou a ganhar páginas coerentes e estou satisfeita com as ideias que tenho construído. Estou agradecendo fortemente o fato de que a especialização está passando por uma organização interna e, consequentemente, os prazos para entrega do TCC e apresentação serão ampliados. E para comemorar temos dois grandes acontecimentos: um artigo aceito para publicação e o final do embate com o comitê de ética! Finalmente posso ir a campo fazer as entrevistas e começar a desenvolver a questão central da minha pesquisa, temos um problema e uma hipótese para dar conta.


Escrevi bastante, li mais ainda, só que nada envolvendo minhas metas literárias. Tenho tido dificuldade de organizar uma rotina que inclua momentos de descontração que não envolvam rolar feeds de redes sociais. Não consigo me culpar por querer a tal da dopamina barata, mas preciso me responsabilizar pela escolha diária que acarreta numa ansiedade e frustração. Ler não tem sido tão prazeroso já que passo a maior parte do dia lendo a coisa que menos gosto (qualquer coisa que eu escreva), até apelei para alguns manhwas novos mas volto para a questão das telas e me percebo cada vez mais cansada desse "entretenimento". Tenho sentido falta de aprender a fazer crochê. Eu consegui descolar as minhas agulhas muito provavelmente por causa da força desnecessária que coloco no ponto, preciso arrumar isso para ter um passatempo longe das telas.

Meu aniversário no início de julho me faz ficar muito introspectiva nesse período. Costumo pensar sobre o ano que passou, as coisas que venho desenvolvendo e o que esperar do ano seguinte. Geralmente eu não comemoro meu aniversário da forma convencional, gosto de tirar o dia para mim e fazer algo que eu queira. Estou sentindo uma vibe de praia solitária esse ano (se tiver um dia ensolarado) ou almoço em um restaurante que acabei encontrando na internet. Julho nem começou e estou ansiosa para saber o que vai acontecer, como sempre não terei férias, apenas um mês de preparação para a famosa e temida qualificação.

como seria um aniversário perfeito para você?

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