Virou um borrão e ainda nem é fim de semestre | Resumão de abril e maio

Mais um resumão em formato leia um leve dois. Não gosto muito dessa dinâmica, faz um ano que dedico um tempo para refletir sobre o meu mês e...

Mais um resumão em formato leia um leve dois. Não gosto muito dessa dinâmica, faz um ano que dedico um tempo para refletir sobre o meu mês e processar ele enquanto escrevo, de repente não tenho mais tanto tempo e as coisas atribuladas precisam ser devidamente processadas para não somatizar em noites mal dormidas e momentos recorrentes de ansiedade. Tenho sentido falta de ter um tempo para abstrair, minhas linhas e agulhas de crochê estão abandonadas no fundo de uma gaveta, meus livros estão me vigiando enquanto leio artigos, dissertações e teses. Anotei ideias de vídeos e conteúdos para as redes sociais  mas não tive tempo de gravar nada, nem editar o que já tenho gravado (sim, as vezes eu posto coisas lá. Inclusive, o que publico aqui não vai para as redes, e o que publico nas redes não vem pra cá, são mundos diferentes). Me peguei rabiscando coisas em um velho diário, nem triste, nem feliz. Me pergunto se deveria estar sentindo mais, se deveria estar mais ansiosa e preocupada com os prazos, ou mais feliz e satisfeita por estar dando conta de tudo que me propus a fazer. Acho que esse estranhamento seja eu pela primeira vez conseguindo equilibrar as coisas, viver um dia de cada vez e estar cada dia mais confortável com o que eu faço. 

Nesses dois meses muitas emoções foram vividas! Fui para a  Bienal do Livro Bahia , comprei um monte de livros novos, visitei o Instituto Geográfico da Bahia para dar uma olhada no acervo de jornais do século 19 para a minha pesquisa, infelizmente não dei conta de olhar tudo, e tudo que vi não tinha nada sobre o tema que estava buscando. Mas a ida foi interessante por conhecer o espaço e dar uma risada gostosa com uma história do exterior, é definitivamente o tipo de romance de época que gostaria de ler.


A coisa que me consumiu esses meses foram os estudos, a especialização está na reta final! Agora só preciso fazer o TCC e defender, infelizmente (ou felizmente já que agora seria um caos) essa parte foi adiada pela instituição. Em contrapartida o mestrado está indo a todo vapor e finalmente iniciei a escrita da dissertação. Volta e meia estou nos stories do Instagram mostrando algum perrengue ou avanços. A carga horária das disciplinas estão finalmente acabando e tudo que eu quero é ter tempo exclusivo para me dedicar ao texto. Parte da empolgação é pura curiosidade, antes eu me sentia muito insegura com o fazer pesquisa, tinha medo de não ter resultado. Hoje em dia é só curiosidade e a certeza de que algo vai aparecer, ou a ausência será uma resposta.

Como já nem lembro de tanta coisa para escrever nesse resumão, decidi revisitar minha cápsula sonora no Spotify. Em abril ouvi 1.436 minutos, sendo Malice Mizer da Shopee (da shopee pois não é um perfil oficial) o artista mais ouvido e a música Mayonaka ni kawashita yakusoku a mais tocada. Aqui é até tópico sensível  pois de uns anos pra cá eu estou meio obcecada por essa banda japonesa que acabou nos anos 2000 e desde então aparentemente a missão dos integrantes é fazer a banda virar lost mídia (aqui sou eu fazendo birra, a real é que eles só querem permanecer em mídias físicas e foda-se que eu preciso de um cd importado caríssimo e um cd player). 


Em seguida temos RBD e desde que comecei a assistir a novela simplesmente lembrei como as músicas eram boas e agora virou meu companheiro de escrita junto com Malice Mizer e uma seleção maravilhosa de City Pop que estou montando.


Em maio foram 2.250 minutos e basicamente a mesma repetição de playlists com adicional de Lana del Rey e Ghost. As vezes dou uma risada boa na sessão onde o Spotify faz "Uma combinação tão especial quanto você" e com minha leve obsessão junina chegando, a combinação de maio foi meio... exótica:



tenho sentido falta de fazer coisas divertidas, fica aí a meta para os próximos meses.

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2 comments

  1. Oiiii! Esse resumão me fez perceber que o ano às vezes passa tão rápido que a gente só entende tudo o que viveu quando para para escrever sobre isso.

    Achei muito interessante essa sensação que você descreveu de não saber se deveria estar mais preocupada ou mais feliz. Talvez seja justamente um sinal de equilíbrio. A gente se acostuma tanto a viver correndo atrás de alguma urgência que estranha quando as coisas começam a encontrar um ritmo mais sustentável.

    Também me identifiquei com a parte dos hobbies esperando pacientemente na gaveta ou na estante. É engraçado como algumas fases da vida exigem que a gente deixe certas coisas em pausa, mesmo continuando a gostar delas.

    E que fase bonita da pesquisa. Gostei muito quando você escreveu que antes tinha medo de não encontrar resultados e agora tem curiosidade para descobrir o que vai aparecer. Parece uma mudança enorme de perspectiva, da insegurança para a confiança no processo.

    Por fim, preciso dizer que ri da descrição do Malice Mizer tentando se transformar em lost media. A dor de gostar de algo que só existe em mídias físicas obscuras é muito real. 😂

    Tomara que os próximos meses tragam um pouco mais de diversão para o meio dos prazos, artigos e dissertações. Pelo seu relato, você está construindo muitas coisas importantes, mas também merece alguns momentos só para aproveitar o caminho.

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    1. Oi Clayci! Spoiler, talvez eu devesse ter me preocupado um pouco mais xD
      Mas real tirar um tempo para reconhecer que muitas coisas foram vividas e tantas coisas foram feitas, tem sido um bom exercício para lidar com a ansiedade.

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