Sobre as cigarras que ouço da janela | Resumão de fevereiro e março
30 marçoOutro dia fui tomada pelo estranhamento ao ouvir um som familiar. Não segui o fluxo de questionamento de como algo familiar pode despertar estranhamento, apenas me debrucei na janela e observei o crepúsculo e a sinfonia das cigarras. A familiaridade, foi trazendo uma nostalgia. Várias memórias da infância com sabor de fruta do pé, o fim da tarde com brinquedos espalhados no quintal, um chamado para o banho e o início de encerramentos. Se encerrou o dia, as brincadeiras, o verão, e as cigarras cantam porquê logo logo encerrarão suas vidas. No outro dia, com sorte eu encontraria sua casca para brincar de assustar minha irmã, sem saber que eu e as cigarras estávamos começando novos ciclos. Só agora nessa janela, entendi que entre os ciclos que vivo, chegará o dia de deixar para trás minha própria casca, a enxurrada de chiados trouxe a realização de que a casca que protegia também tinha o poder de limitar, e até onde permanecer em um envólucro é benéfico em nome do medo metamorfizado em segurança?

Entre as leituras, sigo fazendo a técnica dos 30 minutos de leitura do dia, e como estava me sentido exausta resolvi me agraciar com a releitura da Light Novel de Under the oak tree, com o manhwa caminhando para o fim da primeira temporada, resolvi reler a segunda temporada e foi maravilhoso! A segunda temporada tem momentos engraçados, interações divertidas entre os personagens e uma construção individual do casal que culmina para o diálogo tão sonhado entre os fãs. Tenho vontade de falar mais sobre essa história, mas por não haver tradução oficial para o português fico meio desanimada. Li Maya Angelou pela primeira vez e estou empolgada para ler mais coisas dela, principalmente poesias. Tenho planejado voltar com o desafio Lendo a Bahia e como estou empacada na escolha e curadoria das leituras, vou pensar em formas de facilitar as decisões com sorteios.
Comprei livros novos, fiz planos para o mês que vem que incluem publicações extras aqui no blog. Tenho sentido uma certa insegurança e um pouco de medo. Mas acho que isso é viver, né?


4 comments
Oii! :)
ResponderExcluirAh! Eu estou tentando decidir se assisto Rebelde novamente, já que entrou para o catálogo da Netflix. Mas tenho a sensação que vou ter o mesmo pensamento que você: aquela novela não era para nossa idade kkkk
Vi agora o seu outro post sobre ler 30 minutos por dia. Estou pensando em começar esse desafio por aqui. O mês de março passou sem que eu concluísse nenhuma leitura e isso está me deixando triste, porque sinto falta de ler mais. Acho que o desafio pode me ajudar!
Beijos
Oi Michelly! Pra mim essas observações sobre Rebelde acabam sobressaindo a nostalgia da coisa, obviamente tem MUITAS coisas questionáveis, mas gosto de pensar que apesar das referências até que tudo ficou bem por aqui kkkkk. Sobre o desafio, faz mesmo! Essa ultima semana eu negligenciei por causa dos estudos, mas quero retornar para não ficar presa nas obrigações e esquecer as coisas divertidas de lado.
ExcluirOlá, Vaneza! Ontem mesmo estava escutando as cigarras por aqui também. Não gosto do barulho, preciso confessar rsrs, mas adorei sua reflexão sobre os ciclos porque faz total sentido.
ResponderExcluirAcredita que eu nunca assisti Rebelde? Achei engraçado você comentar sobre isso porque, curiosamente, na época eu via a propaganda e me parecia um pouco adulto demais para mim, então nunca me interessei hahaha'
Beijos!
Oi Jessica! Acho que também não gostava do som das cigarras na infância, mas me acostumei e as vezes até sinto falta, acho grilos mais irritantes xD E você foi muito consciente por achar adulto demais, realmente é! Eu fico horrorizada! Na época eu não conseguia acompanhar os capítulos na tv pois coincidia com o horário de outros programas e acabava sem assistir kkk, acompanhava mais as músicas mesmo e acho que por isso não peguei tantas problemáticas na época, mas agora eu tô extremamente chocada! Sigo assistindo mas sem entender como fez sucesso com um público tão jovem.
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